Suponhamos que pudéssemos reservar uma passagem na máquina do tempo que nos transportasse para a Grécia antiga, no século V a.C (499-400). Ali, na Ágora ( centro cívico) de Atenas, poderíamos ter encontrado qualquer uma das seguintes personalidades : Alcibíades, Anaxágoras, Aristófanes, Aspásia, Cálias, Cleofon, Cléon, Cratino, Crésilas, Efialtes, Ésquilo, Êupolis, Eurípides, Fídias, Górgias, Heródoto, Hipódamo, Ictnio, Isócrates, Milcíades, Parrásio, Péricles, Platão, Polignoto, Protágoras, Sócrates, Sófocles, Tucídies, Xenofonte, Zêuxis. Nem todos eram atenienses natos, mas todos estimularam e também contribuíram de algum modo para a enorme energia liberada por esse pequeno caldeirão de cultura e política.
Hoje nem todas essas figuras são nomes familiares. Mas o que surpreende verdadeiramente é que muitas ainda o sejam, apesar das tentativas constantes de se depreciar - e diminuir- o estudos dos antigos clássicos gregos e romanos como assunto da educação atual.
Esses povos ajudaram a estabelecer os alicerces políticos, artísticos, culturais, educacionais, filosóficos e científicos sobre os quais se baseou desde então boa parte da civilização e da cultura ocidentais subsequentes . Não admira que o ateniense Platão, nascido no final do Século V, intistulasse de ''Sede de Sophia'' a gloriosa Atenas da sua juventude ( sophia significa, ao mesmo tempo, sabedoria téorica e prática). Não admira também que os próprios atenienses gostassem de ouvir elogios à sua Atenas '' coroada de violetas '' nas obras dos poetas líricos, como Píndaro de Tebas, e dos poetas trágicos, como Eurípides . Também não admira que no século XIX e no início do século XX, europeus e americanos da educação clássica achassem natural louvar '' a glória que foi a Grécia'' - na famosa expressão da Ode a Helena, de Edgar Allan Poe
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